Encontrei um corte estranho na roupa interior da minha avó no armário dela — e finalmente descobri para que servia

Lembro-me que, ainda em infância, no armário da minha avó havia colchas velhas, e todas elas tinham uma característica em comum: no centro ou mais perto da borda superior havia um pequeno losango recortado no tecido. Na época, achei estranho: por que estragar uma coisa nova? Mas mais tarde descobri que esses recortes tinham uma finalidade bastante prática e, com o tempo, até se tornaram uma tradição.

Antigamente, as capas de edredão eram costuradas principalmente com materiais naturais — linho, algodão ou chita. Os acessórios de cama eram pesados e a sua manutenção exigia muito tempo. Para facilitar o uso diário, faziam-se pequenos recortes em forma de losango ou quadrado no centro da capa de edredão. Através dela, era possível esticar rapidamente o edredão, alinhar as bordas ou arrumar as dobras, sem desabotoar completamente a capa.

Essa abertura tinha outra função importante: ventilação. Os cobertores naturais, cheios de penas ou algodão, precisavam de «respirar». Através desses losangos, entrava mais ar, graças ao qual o enchimento não ficava húmido nem se aglomerava. O cobertor permanecia mais fofo e durava muito mais tempo.

Além disso, os recortes tornavam-se um elemento decorativo peculiar. Naquela época, os tecidos eram principalmente lisos ou decorados com padrões florais simples, e as donas de casa tentavam dar personalidade à roupa de cama.

Os losangos eram frequentemente bordados com renda, ponto cruz ou enquadrados com fitas coloridas. Isso adicionava um charme especial à colcha e tornava-a mais festiva.

Com o tempo, quando surgiram zíperes, botões e outros fechos modernos, a necessidade desses recortes desapareceu e as colchas passaram a ser inteiriças. Mas, em tempos, esses pequenos losangos eram uma verdadeira salvação para as donas de casa, combinando praticidade e beleza.

Atyew