O menino perdeu o cão, mas uma semana depois encontrou um bilhete na coleira dele

Quando Ben acordou naquela manhã, a casa estava muito silenciosa. Ao lado da sua cama, havia um espaço vazio onde Marley sempre ficava — um cão ruivo com olhos inteligentes e o hábito de dormir com o focinho apoiado nas suas pernas. A porta do jardim estava entreaberta. A mãe disse que talvez alguém tivesse esquecido de fechá-la.

Eles procuraram por ele o dia inteiro — nas ruas, no parque, colocando anúncios nas árvores. Ben não conseguia falar sem um nó na garganta. Ele desenhou o focinho do cão com um marcador e colou os desenhos pela vizinhança, e à noite sentou-se no portão e esperou até o céu ficar roxo.

Uma semana se passou. A esperança estava quase se esvaindo.
E de repente a mãe chamou-o:
— Ben, vem cá, rápido!

Marley estava no portão. Sujo, cansado, mas abanando o rabo, como se nada tivesse acontecido. Ben correu para ele, abraçou-o, apertou-o contra si e de repente percebeu: na coleira — um pedaço de papel amarrado com um fio.

A mão tremia quando ele o desdobrou.
No pedaço de papel arrancado de uma caderno, estava escrito com letra irregular:

«Encontrei-o perto da loja. Ele levou-me para casa quando eu estava mal. Obrigado por um amigo assim.»

Na parte inferior, estava assinado: «Lucas, 8 anos.»

Ben ficou sentado por um longo tempo, olhando para o bilhete. Marley colocou o focinho nos joelhos dele, e a mãe enxugou os olhos discretamente. Às vezes, para ajudar alguém, basta estar por perto — mesmo que você seja apenas um cão.

Atyew